quinta-feira, 14 de julho de 2011

O que tem pra amanhã?


Vamos quebrar nossos cofres e juntar uma grana, comprar umas passagens pra algum lugar legal e sorrir para as inúmeras fotografias que pretendo tirar pra mostrar pros nossos pais... Depois a gente pede pra alguém fotografar nossos beijos em volta das paisagens que encontrarmos pelos caminhos.
Vamos nos amar sem hora marcada ou lugar fixo e abusar dos beijos carregados de ternura... Que a paixão perdure também, pra nos fazer cometer loucuras.
Vamos nos divertir de madrugada e depois dormir sob o mesmo cobertor ao som de algum blues ou músicas românticas do passado. “E quando for a hora de acordar a gente bate no despertador e vai dormir de novo”. Isso aos domingos!
De dia a gente inventa alguma coisa pra comer, o que não vai faltar é criatividade. Temos um telefone pro caso de não dar certo nossas invenções. Pizza é bom que todo mundo gosta.
E quando virem as brigas você precisa me prometer que faremos as pazes antes de dormir. Não quero ter que voltar a me apegar aos ursinhos de pelúcia que você me deu. Além do mais, não quero te mandar ir dormir no sofá que era da sua mãe, em meio àqueles móveis que você cismou de trazer da casa da sua avó.
Marquei no calendário as nossas datas especiais pro caso de nossas perdas de memória. Assim é mais fácil. Só não esquece de olhar o calendário!
Vamos aproveitar o que tem pra hoje e antes de dormir pensar uns planos pra amanhã. E quando o amanhã chegar a gente brinca de viver tudo de novo, como se fosse a primeira vez.
No mais, é isso.  Se concordar, vem comigo! Não esquece a chave... E o violão!
 [Laiana Vieira]
Curte a música

Somewhere Over The Rainbow (Em algum lugar além do arco-íris) Israel Kamakawiwo'ole

Veja a tradução aqui

terça-feira, 24 de maio de 2011

Quando a insanidade se faz presente...

     Junto palavras, versos sem rimas, pinto um céu colorido ou coisa qualquer que me faça sentir livre, viajo em uma melodia recém-nascida e... Escapo da tortura que é o sofá posicionado em frente àquelas pessoas presas aos atuais acontecimentos. Uma dose de Arte para purificar a alma impregnada de trágicas realidades que se repetem e continuam impressionando!
    O Zé passa a tarde no sofá enquanto eu leio Osho e escuto Fernanda Takai cantando alto no meu ouvido...
    Depois- quando a insanidade se faz presente- o rótulo de louco quem leva é quem vive os dias em paz!
[pernas+pro+ar_.jpg]
[Laiana Vieira]

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Bela [des]adormecida

Diante do espelho, Clarisse se admirava. Esquecera defeitos, via apenas suas dádivas refletidas. Cansada de passar o tempo escondida, com lágrimas nos olhos pintados, amarrada a um amor que nem ela sabe se vivera, a menina resolveu despertar do sono perturbador que a envolvia, sem mesmo esperar por um príncipe encantado. Não acreditava em príncipes. Agora só em princesas!
Pintou os lábios de vermelho, calçou seu sapato florido e resolveu oferecer sorrisos a quem nunca soube o que é sorrir de verdade. Decorou com glitter os caminhos por onde passara, coloriu os muros dos prédios solitários, plantou flores pelo asfalto e recriou um mundo que achava que não tinha mais jeito.
Após isso, com a alma leve e o peito transbordando alegria, a mocinha percebeu que para ser feliz tudo dependia do seu modo de pintar o mundo.
Passou a confiar mais em si e divertir-se com coisas simples.
Mal sabia ela que alguém lhe observava...
Um belo dia, um cavalheiro, admirado com o seu sorriso no olhar, percebeu que aquela era a menina que procurara por todo o tempo. Aproximou-se e notou que ela sempre esteve ali tão perto, e se questionou como ela pôde estar tão longe ao mesmo tempo. Sempre esteve ali, mas adormecida, por isso é que ele não podia encantar-se com a magia daquele sorriso preso nos olhinhos fechados. A partir do dia em que ela acordou para a vida, o jovem rapaz ofereceu-lhe a mão para uma dança. E ela, embalada ao rítmo cativante, dançou, sorriu, viveu... Viveu para sempre com amor. E o fez conhecer ao mundo.


[Que todos um dia descubram o amor! Que não escapem deste feliz destino.] 


"À DESCOBERTA

Ensaia um sorriso
e oferece-o a quem não teve nenhum.
Agarra um raio de sol
e desprende-o onde houver noite.
Descobre uma nascente
e nela limpa quem vive na lama.
Toma uma lágrima
e pousa-a em quem nunca chorou.
Ganha coragem
e dá-a a quem não sabe lutar.
Inventa a vida
e conta-a a quem nada compreende.
Enche-te de esperança
e vive á sua luz.
Enriquece-te de bondade
e oferece-a a quem não sabe dar.
Vive com amor
e fá-lo conhecer ao Mundo."
(Mahatma Gandhi)

[Laiana Vieira]

domingo, 10 de abril de 2011

Essa Menina*

Enquanto eles a criticavam, ela ouvia uma canção gostosa.
Eles riam de seu cabelo, suas roupas, sua magreza (...) e ela escrevia poesias, sem se preocupar com as rimas.
Eles tentavam chamar a atenção de todos e para isso precisavam de alguém. Ela não precisava de ninguém para chamar atenção, não era o que pretendia, só sorria por que era feliz e gostava de borboletas. E nem ligava se uma coisa não tivesse nada a ver com outra.
Diziam eles que aquela menina de pernas tortas vivia no mundo da Lua. Quem sabe! Enquanto ela foi feliz, eles se preocuparam todo tempo com coisas fúteis.
Não admitiam tamanha indiferença e um dia derramaram tinta na sua roupa. Mas ela adorava misturas de cores e se aproveitou disso para desenhar alguma coisa que eles não conseguiram compreender.
Enquanto todos gastavam o tempo pensando que ela dormia, ela estava vivendo. E depois de ter pintado um mundo em formato de coração, a mocinha desejava que um dia todos acordassem para sonhar também.



[Laiana Vieira]

segunda-feira, 28 de março de 2011

Vinte e nove


Era só um cara fotofóbico, de cabelo enrolado e fone no ouvido, dizendo identificar a sua própria voz num show do Charlie Brown Jr. em meio à voz da multidão quadriplicada... Até então era só mais um desses carinhas mesmo, que curtiam Rock and roll para serem respeitados pelas turmas de amigos. Mas pensando bem, quem nesse mundo usa cabelo enrolado e diz identificar a sua própria voz num CD ao vivo do Charlie Brown Jr. em meio à voz da multidão quadriplicada?
Seu perfil começou a mudar. E seu numeral cardinal, ou artigo indefinido, evoluiu rapidamente à pronome pessoal oblíquo da terceira pessoa do singular. Era ele, O cara que usava lentes transitions por conta da claridade, O rapaz que tinha um disk man e digitava sem olhar para o teclado, O menino bobo que contava um monte de histórias hilárias, fazendo todo mundo acreditar que tinha um irmão gêmeo e que já fez xixi no seu bolo de aniversário de um ano. Coisas da vida.
Foi com ele que eu aprendi a diferença entre um planeta e uma estrela, aprendi que a saudade é o pior e o melhor sentimento que se pode existir entre dois seres que se amam, e que o amor pode sim ser mais que uma novela de Manoel Carlos. Ele me ensinou um monte de coisas até, e me fez dar boas risadas nas tardes chatas de domingo. Foi aí que passei a desejá-lo sempre por perto aos domingos. E de repente os domingos não eram mais suficientes. E pode ser que uma vida já não seja.
-Nos encontraremos em outra vida também?
- Claro! Estarei usando uma blusa vermelha e botas.
- E eu decoro umas piadas para te contar aos domingos.
- Fechado!
Dizem por aí que para cada piada sem graça existe alguém que ri com piadas sem graça. "E sem explicar eu olhei para baixo e vi no terreiro um trevo de cinco folhas que é muito mais raro”*.  Eu te achei...

FELIZ ANIVERSÁRIO, amor!

*Trecho de EU E A FELICIDADE- SKANK

[Laiana Vieira]

sexta-feira, 18 de março de 2011

Do desejo de estar contigo agora



Essa coisa tímida que mora em teu olhar me faz apaixonar pelos teus olhinhos que se fecham sempre que os meus lábios tocam os teus.

Se te peço pra voltar é por amor aos meus dias, que ficam frios sem você para aquecer, que ficam vazios sem teu cheiro e teus sussurros, que ficam cinza sem as tuas tintas...

O Poeta, um dia, me contou que a vida é breve, e que o amor é mais breve ainda, por isso te peço para voltar, porque tenho pressa de continuar a construir uma história que acredito valer à pena. Ainda acho poucas as linhas escritas dessa poesia bonita que é viver ao teu lado.

Se te peço pra voltar é porque sei que você também já não quer ficar aí parado, deixando que o tempo cubra com ausência, esse sentimento tão limpo e verdadeiro. Eu não te quero mais tão longe de meu tato. Tenho fome dos teus beijos, sinto falta dos teus abraços que me acolhem nos momentos mais diversos, tenho carência dessa coisa tímida que mora em teu olhar.


Amo o presente da tua presença.


Volta logo!


[Laiana Vieira]

domingo, 20 de fevereiro de 2011



Eu queria construir uma ponte para atravessar esse mar tão hostil que tanto medo me causa.
Mas, sei que as minhas pernas me foram dadas para correr atrás da coragem que tem me faltado.
E os meus braços têm a função de me fazerem atravessar esse mar à nado e não de carregar concreto.
Acabei descobrindo em ti a coragem que preciso para atravessar.
O fim do mar é o início da caminhada.
E quero você comigo para andar por aí de mãos dadas.
[Laiana Vieira]

terça-feira, 25 de janeiro de 2011


A felicidade... A felicidade é só uma nuvenzinha que vai passando e a gente nunca consegue tocar. Às vezes ela se transforma em coelho, pássaro, elefante e deixa respingar gotas de amor sobre o nosso desânimo, nos fazendo acreditar que qualquer coisa boa pode nos acompanhar para sempre. E em seguida, nos fazendo morrer de saudade do tempo em que acreditávamos que os balões eram a saída.


(Laiana Vieira) 25/01/11

domingo, 16 de janeiro de 2011

AMOR que cura AMOR

Hoje eu desejei sentar-me na areia e escutar o barulho das ondas desse mar tão livre. Desejei relaxar os meus ombros cansados e acalmar as batidas do coração. Sentia falta de você. Da tua voz, do teu amor, da tua graça e da presença ainda tão presente dentro de mim, mas já insuficiente para tanto amor que tenho a dar...
Hoje eu desejei estar contigo ou ao menos ouvir você dizer que me amava, das maneiras mais inusitadas e inesperadas, assim como nos velhos tempos.
No entardecer, fui até a praia e sentei-me onde as ondas molhavam apenas os meus pés. A brisa macia penteava meus cabelos e o cheiro vivo de natureza invadia-me a alma.
Os pensamentos voavam longe, assim como o vento que passava por mim e eu nunca sabia onde iria parar.
Meu coração batia como alguma melodia triste. Era a nossa distância que o deixava assim, a falta de abraços, de olhares e principalmente de palavras. Batia triste por causa da nossa ausência, e não pela falta de amor. Nunca reclamei por falta de amor entre nós, você é quem realmente soube me amar e transformou a minha vida numa poesia alegre e gostosa de se ler.
Mas aprendi que o amor sobrevive à distância, e não à ausência.
Seria, então, o fim?
Questões sem resposta me acompanhavam sem que eu as quisesse levar comigo.
Os meus olhos caídos se fecharam para uma respiração mais profunda. Foi quando senti uma mão leve tocar-me o ombro. Era um jovem de coração aberto, sorriso nos olhos e, nos lábios, sinceridade. Perguntou se podia se sentar ao meu lado, respondi que sim.
Ele tinha gentileza nas palavras e nenhuma malícia aparente. Conversamos um pouco. Não quis me fazer muitas perguntas...
Me fez sorrir algumas vezes. Tirou com delicadeza o cabelo que caía no meu olho. E passou calado, a observar comigo a linha do horizonte tão perfeita.
Foi tudo tão natural quanto o Sol que se escondia sem pressa, deixando no céu tantas cores, numa pintura que se transformava aos poucos e enfeitava o cenário natural.
Ficamos ali o restante da tarde...
E o fim virou mais um começo.



(Foto de RickIpanema, disponível em: http://www.flickr.com/photos/rickipanema3/3826596989/ )


Texto de: [Laiana Vieira] 16/01/2011.