quinta-feira, 1 de julho de 2010

A TV que tudo vê


As pessoas vão saindo de fininho...
Aos pouquinhos...
E quando notamos, estamos apenas eu, ela e a TV.
Aquela TV parece que tem olhos imbutidos em algum canto que nos vigiam o tempo inteiro.
Tem horas que sinto vontade de quebrá-la.
É que as pessoas gostam muito de assistir, sabe!
O filme de hoje até que é legal,
Mas eu prefiro teatro ao vivo!
-Espera! E quando as pessoas voltarem?
-Ah! A gente diz que não se deve contar o final.
[Laiana Vieira]

terça-feira, 29 de junho de 2010

FÚRIA



Jamais poderíamos imaginar
Que um dia o sol pudesse secar
O que a chuva banhou generosamente
Após tantos pedidos pra ela molhar.

Jamais alguém poderia saber
Que o desejo do sol voltar a nascer
Se fizesse presente em nosso destino
Depois dos muitos pedidos pra chuva chover.

Chove, chuva, mas de mansinho...
É que eu gosto tanto das flores.


(Laiana Vieira)

Mais que palavras


Eu acredito quando me falas...

É que antes de tua voz sair

Você já falou

E eu já senti...

Eu também amo você, viu?!

[Laiana Vieira]

Toca a vida

Toca Piano; toca Pandeiro; toca Violão...
Toca uma canção que toque o coração.
Bateria- Berimbau- Buarque,
Toca Baixo.
Mas toca alto para chamar a atenção!

Toca Guitarra, Flauta e Violino
Desde menino...
E tu aí, de olhar carente,
Se perguntando como pode esse tipo de gente
Que toca tudo e as vezes nada sente.

Sente a batida e TOCA A VIDA!
Que depois se aprende a tocar o resto.

Vão surgir calos nos dedos da mão... E vai ser bem divertido!

(Laiana Vieira).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Triste poesia da vida

Os "Versos da vida" enchem-me de esperanças.
A poesia é a única coisa que me faz acreditar que viver valerá à pena.
Pois, a vida é tão triste. E possui momentos felizes apenas para aliviar as tensões.
A felicidade embaça, ofusca a dor em que estamos imersos o tempo inteiro. E nós nos apegamos a essas passagens achando que um dia tudo pode se repetir.
Hoje eu vivo os momentinhos felizes que me surgem e abraço cada um deles de maneira com que perdurem por mais algum tempo... Sempre que consigo, transformo-os em poesia.
Combino de encontrar com os amigos, almoço com a família, namoro e vou à festas quando posso, leio quadrinhos e livros divertidos sempre que sobra um tempo, como frutas e as vezes brigadeiro...
Penso que terei boas lembranças. Pelo menos tentarei ao máximo organizar as minhas palavras de maneira com que soem simples, leves ou cômicas.
E os momentos ruins! Ah! Esses, com o tempo viram tragicomédia, os contarei aos amigos numa rodinha de piadas em uma noite qualquer. E se não encontrar os amigos, escreverei umas crônicas e pronto.
Passar os dias assim faz-me esquecer a dor natural da vida. Não é tão simples, confesso.
O importante é não pensar na vida como um todo. Apesar de que nem sempre isso é possível. Pois, analisá-la assim não é nada fácil. Mesmo!
Quando penso na quantidade de dores e alegrias, de perdas e conquistas, a balança torna-se desequilibrada, pois, no fim da vida estamos sós. Como nunca gostaríamos de estar.
Os filhos voaram, com a ajuda dos próprios pais que não queriam que eles voassem para longe. Os amigos também seguiram seus rumos. Os pais se foram. A beleza... Bom, essa não dura mesmo por muito tempo.
Vivo momentos dolorosos com esperança e sempre pensando no que escreverei depois. É mais divertido.
Um belo dia paramos e olhamos o nosso espelho. Nem sempre vemos o que queríamos ver quando jovens, na maioria das vezes refletem-se velhos ranzinzas e reclamões, mas há uma explicação para isso: o fato de nos ter sido tirado o que um dia foi a nossa felicidade. Saúde, filhos, amores, amigos... Tudo se perde com o tempo. Não tem jeito.
E no fim, o que resta?
-POESIA!
Após o fim ela ainda permanece. Ainda bem que tenho companhia.
[Laiana Vieira]

sábado, 15 de maio de 2010

Bolhinhas de sabão

Água, sabão e canudo de mamão,
Não precisava muito para fazer a diversão...

Bolhinhas grandes, pequenas, coloridas,
Voavam soltas como se tivessem vida.

Vida curta e bastante passageira,
Mas distraíam as crianças durante uma tarde inteira.

Eram mágicas aquelas bolhinhas viajantes...
Umas flutuavam pouco, outras iam bem distante.

E bons tempos os que se viam tantas delas pelos quintais,
Hoje em dia só se criarem as bolhinhas virtuais.



(Laiana Vieira.)

Meu calor vai te bastar



De repente tenho a leve sensação de que os meus braços foram feitos especialmente para abrigar você.

Se isso for verdade não precisará de agasalho para este inverno.
[Laiana Vieira]

sexta-feira, 14 de maio de 2010

sábado, 1 de maio de 2010

Eu invisível


Me sento no banco da praça e fico a observar
Essa gente que passa fingindo diversão...
As vezes, por falta de opção,
Melhor não julgar ninguém.
Mas nem sempre,
Tem gente que parece sentir prazer em fazer das outras pessoas, tapete vermelho!
Consigo enxergar a expressão de dor daqueles que estão sendo pisoteados,
Mas não conheço ninguém.
Pois essa gente tem mania de se esconder por detrás de marcas e máscaras,
Se cobrem tanto do que não são que fica quase impossível reconhecê-las a olho nu.
Todos homogeneizados como numa mistura química.
Com igual personalidade...
É estranho!
E quando aparece alguém que não se enquadra,
Este, vira tapete.
Tenho medo de ficar sem saída e me tornar quem hoje critico.
Eu que estou aqui, de sandália de couro e camiseta branca,
Preciso dar o fora o mais rápido possível antes que alguém me veja.
Ah! Já ía esquecendo: SOU INVISÍVEL.

(Laiana Vieira).