sábado, 10 de abril de 2010

Unidos pela poesia

Conheci um menino sonhador de olhos tristes. Era um poeta! Os óculos, muitas vezes, disfarçavam a solidão emitida pela íris, era, para ele, um disfarce, uma saída.
Conheci um homem corajoso de olhar amigo. Coração puro e ombro disponível apesar da sua carência de colo.
Incrível foi o amor ter surgido logo após um ou dois encontros de palavras. A poesia foi responsável por isso.
Planejamos um contato real durante tempos...
E enfim era chegada a hora...
Em meio a multidão que se alojava, os olhos curiosos a procura um do outro.
Um grito.
Era ele.
A corrida desenfreada e a vontade de sentir o calor do abraço pela primeira vez, já sentido tantas vezes em sonhos e pensamentos.
Não poderia ter sido mais perfeito!
E, uma vez, despido das lentes, mostrou-me os olhos e mal percebi que o que lhe faltava eram os óculos.
Eram lindos os seus olhos. De um brilho e uma transparência sem igual.
E nós fomos amigos até aquele dia.
Fomos amigos de verdade. Daqueles que se criticam e continuam a se amar.
Mas hoje...
Hoje, irmãos...
Irmãos de alma, coração...
E "sangue frio". [hehehe].

Existe amizade sincera e sem interesse entre um homem e uma mulher. E aos que não acreditam nisso, fica o meu desejo de que um dia aprendam a viver.

(Laiana Vieira).

domingo, 28 de março de 2010

Para alguém que amo muito

Um dia eu precisei de alguém para conversar... Eu nem tinha nada a dizer, mas ele puxou papo, aí falamos um monte de besteiras... E eu sorri.
Um dia eu precisei de alguém para ficar ao meu lado sem dizer uma palavra... Ele não disse nada, apenas com gestos de carinho, olhou-me nos olhos me transmitindo paz...
Um dia precisei de um abraço. Ele me deu um abraço bem forte e me ofereceu o seu colo.
Um dia eu precisei de alguém para rir comigo, ainda que não tivesse um motivo aparente... Rimos juntos até dar dor de barriga.
Um dia, precisei muito de carinho, mas não consegui abrir espaço para que alguém se aproximasse. Ele chegou bem de mansinho e invadiu o meu coração rapidamente com a força da sua delicadeza.
Um dia, quando eu não acreditava em mim, ele acreditou e me deu forças, assim como a minha mãe costuma fazer.
Um dia eu desejei ser amada... Ele disse que iria se declarar para mim, e eu até esperei frases feitas e cópias de falas de filmes de comédia romântica, mas fui surpreendida com a maneira com a qual ele conseguiu demonstrar um amor sem precisar de palavras.
Um dia eu me senti só. E quando menos esperei, ele esteve comigo, mas de uma forma que eu nem imaginava que ele poderia estar...
Ele conseguiu me fazer conhecer a grandeza das coisas mais simples da vida e me mostrou que a felicidade está nessas pequenas coisas... Ele conseguiu me fazer sorrir de nada, me fazer chorar feito criança, me fazer dizer "te amo", e me fez sentir muita saudade...
Ele conseguiu preencher um vazio, mesmo estando há quilômetros de distância...
Acho que ele é o amor da minha vida, né?
E agora eu desejo poder retribuir cada sorriso, o conforto de cada abraço, toda a paz transmitida, o amor e a felicidade de cada momento.
ESPERO TE FAZER FELIZ DO JEITO QUE VOCÊ ME FAZ!
Feliz aniversário meu amor.



(Laiana Vieira)

sexta-feira, 12 de março de 2010


Gostaria de descrever exatamente o "filme", que foi aquela nossa despedida...
Mas, sei que não será possível!
Foi único demais para reproduzir aquele momento em palavras,
Foi rico demais para tentar modificar e expor em uma história para quem quer que seja.
Tudo o que sei é que apesar de triste, foi maravilhoso...
Foi maravilhoso perceber que não era só eu que sentia, apesar de já imaginar isso há algum tempo,
Sinto aquele momento como o ápice da pureza do sentimento.
Foi bom saber que era real, e não um teatro que pudesse parecer emocionante e ou divertido...
Nós nem tínhamos público.
E nem somos tão bons atores assim,
A ponto de representar tão bem um momento vivido,
A ponto de mentir, só para agradar um ao outro e deixar por isso mesmo.
Isso não faz nenhum sentido.
Nós não precisamos de farça.
Do contrário, nada nos impediria de irmos embora de vez,
Não usamos correntes...
Estamos livres!
Livres como o vento que pode soprar para onde quiser,
Independente do sol ou da tempestade.
Estamos livres e preferimos nos prender!
Tem gente que chama isso de loucura,
Mas eu prefiro chamar de amor.
E se isso não é amor, um dia eu ainda descubro o que é, então.
Eu nunca entendi nada de amor mesmo, só sei que amo. E pronto!


(Laiana Vieira).

Carta a minha parceirinha



É incrível como o amor já existe antes mesmo de você nascer.
Passamos a imaginar tudo com a sua presença:
Filme agora, só infantil;
Música alta? Só se for de ninar;
Brinquedinho espalhado pela casa inteira.
Cheirinho de talco pelo ar...
Tudo vai ficando mais colorido, a cada dia.
Você, que já nos trouxe alegria,
Continua a nos deixar na curiosidade de ver como são os seus traços,
Se terá orelhas pequenas (risos, isso eu precisava comentar),
Com quem vai se parecer mais,
Se os seus olhinhos brilham tanto quanto o nome escolhido...
Christal!
Seja bem vinda ao novo mundo!
Aposto que você vai adorar ver a cara de bobão do seu papai,
A cara de orgulhosa da mamãe e a cara de feliz de todos nós!
Faz tempo que a gente te espera hein menina!
Um beijo. Titia Lai.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Tempos modernos

Ela hoje, aos dez anos de idade, após ter dado o seu primeiro beijo, às escondidas, se arruma e fica na frente da casa a observar cada movimento de folha que cai e cada poeira que voa na rua. Na esperança de ser aquele garoto que lhe roubara um selinho, no canto da casa da avó.
Foi-se o tempo das bonecas de pano, dos carrinhos de madeira e das rodinhas de ciranda nos quintais vizinhos... Foi-se a infância... A inocência.
Ela e suas amigas já estão cansadas de brincadeiras repetidas, de sujar os vestidinhos de laço fazendo bolinhos de lama e de despentear os cabelos nas corridas apostadas.
Bom mesmo é se exibir para os meninos, que nada entendem de moda e que só pensam em campeonato de videogame. Elas os acham uns bobos... Elas me acham careta.
Eu, que já nem me permito todo o tempo do mundo para brincar de macaco e jogar bolinhas de gude, tenho saudades dos meus dez anos em que eu não me preocupava com aparência e vivia a melhor época da vida.
Eu, hoje, velha, aprendo com as crianças e já duvido se elas o são.

(Laiana Vieira)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Hoje eu só queria sair um pouco...

As vezes me sinto como um passarinho...
Passarinho preso na gaiola foi o que eu quis dizer!
Que tenta se acostumar com o pouco espaço em que vive,
Mas que sonha em voar bem alto,
Sonha em conhecer a outra parte do mundo.
***
Hoje sinto vontade de sair um pouco...
Ver a Lua, sentir o cheiro da noite...
Mas está tudo tão cheio lá fora,
Cheio de pessoas que sentem prazer em impedir a nossa diversão,
Cheio de prédios intermináveis que ofuscam a nossa visão.
Cheio demais.
Não sobra espaço.
***
Hoje, vejo a Lua através de um monitor,
Sinto o cheiro da noite em volta da minha janela.
Não tem graça!
Hoje eu só queria sair um pouco.
É, queria.


(Laiana Vieira)

domingo, 6 de dezembro de 2009

Certa vez eu aprendi...

Certa vez, eu, querendo seguir a um pensamento arcaico que nem sei como surgiu, disse: "a esperança é a última que morre". E ela me falou que não. Disse que quem morre somos nós, a esperança permanece.
Certa vez eu disse que tinha medo de amar. E ela me contou que não teria graça viver sem o amor. E se tivermos que correr riscos para sermos felizes, façamos sem pensar nas consequências!
Certa vez, tive medo de falar tristes verdades para não magoar ninguém. E ela me mostrou que eu devo falar tudo o que sinto para não magoar a mim mesma. E que, triste ou não, a verdade deve ser dita antes que seja tarde.


Hoje eu posso dizer que tive esperança nos momentos mais difíceis.
Posso dizer que amei e que amo, amo muito.
Posso dizer que ela estava certa, se eu não tivesse dito a verdade naquela oportunidade, talvez, eu não estivesse escrevendo estas palavras agora.
Agradeço a Deus por ter você comigo depois de tantos anos. Agradeço a você, minha amiga, por me ensinar como crescer.

[Laiana Vieira]

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Palavras e Silêncio

Quando todos querem me ouvir
Eu me calo!
Nada intencional,
Talvez, um bloqueio a ser quebrado.
Mas acho que as minhas palavras desordenadas e sem jeito
Não falam tudo o que os outros esperam ouvir...
Mas eu falo... Falo muito!
Falo tudo o que penso,
É só prestar atenção em meus olhos.




(Laiana Vieira).

Esse amor

"Prefiro morrer de saudade a morrer sem ter vivido um amor de verdade."



Laiana Vieira.